segunda-feira, 24 de abril de 2017

Review: ⚡ Aton.ality - 'I’ (2017) ⚡

Da Grécia chegam-nos as arrebatadoras brisas mediterrânicas do quarteto Aton.ality com o lançamento do seu empolgante álbum de estreia ‘I’. Esta jovem banda helénica desenvolve uma fascinante sonoridade em constante mutação de onde sobressaem um requintado, lenitivo e deslumbrante Psych Rock, um entusiástico, dinâmico e dançante Funk, um formoso, delicado e sonhador Post Rock e ainda um hipnótico, perfumado e serpenteante Prog Rock. Estes quatro ingredientes musicais – em alegre e atraente consonância – são tingidos e condimentados por uma elegante, suave e revitalizante veia jazzística que lhe confere uma lubricidade encantadora. A nossa alma é bronzeada e massajada pela adorável resplandecência irradiada pela sublime ambiência sonora de Aton.ality que nos inunda de uma inesgotável sensação de bem-estar. Mergulhem nesta profunda e doce hipnose à estimulante boleia de duas sumptuosas, envolventes e apaixonantes guitarras que se entrelaçam em surpreendentes, aparatosos e eróticos bailados traduzidos em esplêndidos e comoventes riffs e em lascivos e extraordinários solos, um baixo pulsante, atlético e vibrante - de deliciosa e magnetizante ritmicidade – que nos obriga a dançá-lo de forma prazerosa, e uma exuberante bateria – locomovida a delicadeza, maestria, ligeireza e primor – que distintamente tiquetaqueia todo este longo, admirável e caprichoso cortejo de enlevação. ‘I’ é um álbum que me estarreceu e conquistou à primeira audição. Um disco plenificado de uma formusura, harmonia e encantamento que prontamente inebria quem nele se refugiar. Este é um dos registos mais tocantes que ouvira nos últimos tempos e que certamente será coroado como um dos grandes álbuns do já abonado ano de 2017. Empoeirem-se na sua magia.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Roger Waters | Pink Floyd

Review: ⚡ Elara - 'Deli Bal’ (2017) ⚡

Que agradável surpresa proveniente da cidade de Estugarda (na Alemanha). ‘Deli Bal’ é o terceiro e novo álbum do fascinante power-trio Elara que apesar de ter o lançamento oficial agendado apenas para o próximo dia 1 de Maio pela mão do selo discográfico germânico PsyKa Records em formato de vinil, a banda acaba de disponibilizá-lo na íntegra para escuta e regozijo dos seus discípulos mais impacientes. Confesso que desconhecia esta banda alemã nascida no já distante ano de 2012, mas ‘Deli Bal’ abraçaram-me, conquistara-me e apaixonara-me de uma forma absolutamente instantânea, veemente e irreversível. Baseado num primoroso, lírico, sublime e deslumbrante Psych Rock adornado e bronzeado pelo bafo solar de um revitalizante, polido, tranquilo e cativante Krautrock, este paradisíaco álbum fertilizara a minha alma com um perfumado, doce e edénico êxtase que me hipnotizara e inebriara do primeiro ao último tema. São 56 minutos governados por um esplendoroso e etéreo encantamento que nos mitiga, seduz e conduz pelos faustosos, verdejantes e labirínticos jardins da sagrada ataraxia. ‘Del Bal’ é sublimemente cozinhado por uma guitarra endeusada que nos envolve e estarrece com os seus maravilhosos, resplandecentes e ostentosos acordes e faz descarrilar a nossa lucidez com os seus solos verdadeiramente desvairados, prodigiosos e arrebatadores, um baixo sussurrante de linhas dançantes, magnetizantes e contemplativas que se passeia e galanteia livremente, uma bateria ritmada a volúpia, perícia e emoção que tanto se euforiza em explosivas, robustas e enérgicas investidas como se apazigua em esplêndidas, belas e sedativas passagens verdadeiramente aprazíveis a quem as comunga, e ainda os harmoniosos vocais que se agigantam e destacam nos intervalos do deslumbramento instrumental. ‘Del Bal’ é um álbum transcendente que provoca uma constante salivação nos nossos ouvidos e petrifica a nossa alma num inabalável estádio de inércia e satisfação. Regresso dos luxuriosos e imaculados domínios de Elara completamente anestesiado e enfeitiçado pela lascívia e beleza insuperáveis que este transpira. Banhem a vossa espiritualidade neste celestial oásis e vivenciem um dos discos mais estimulantes de 2017.

🎧 Kikagaku Moyo / 幾何学模様 - 'Stone Garden' EP (2017)

420 | Harley and J

www

quinta-feira, 20 de abril de 2017

✝ Electric Wizard ✝

Witchcraft - 'The Alchemist' (2007)

Youtube

🎧 Six Sigma - 'Tuxedo Brown' (2017)

Review: ⚡ Lord Loud - 'Passé Paranoia’ (2017) ⚡

Está finalmente lançado um dos discos por mim mais aguardados de 2017: ‘Passé Paranoia’ do poderoso power-duo californiano Lord Loud. Oficialmente lançado no passado dia 18 de Abril em vinil (numa edição ultra limitada) pela mão da King Volume Records (responsável pela distribuição em solo americano) e pela Kozmik Artifactz (responsável pela distribuição em solo europeu), este magnífico álbum de estreia da jovem formação enraizada na borbulhante cidade de Los Angeles vem atestado de um robusto, soberano e intrigante Hard Rock, um chamejante, entusiástico e delirante Heavy Psych e ainda apimentado por um cáustico, dançante, sujo e irreverente Garage Rock. A sua sonoridade ardente, erodente e sedutora – regada e corroída pelo efeito fuzz – tem em nós um efeito desmesuradamente provocante que nos euforiza numa intensa comoção de adrenalina via auditiva. São 33 minutos de constante fascínio, prazer e exaltação que nos serpenteiam, salteiam a lucidez e em nós promovem uma violenta ebulição de arrebatamento. Entrem em efervescência ao excitante som de uma guitarra portentosa que superiormente se manifesta em hipnóticos, instigantes, redentores e titânicos riffs e se envaidece em libidinosos, estonteantes e agitados solos. Aventurem-se na medula deste furioso, desgovernado e frenético ciclone ao retumbante e redentor som de uma bateria detidamente entregue a um enérgico, acrobático e fulgurante galope que nos esporeia de lubricidade e comoção. Deixem-se enfeitiçar pelos vocais espectrais, narcotizantes e diabrinos que sobrevoam, inebriam e diabolizam toda a mágica e nebulosa atmosfera de ‘Passé Paranoia’. Este é um álbum absolutamente vibrante que nos imortaliza num extasiante, doce e euforizante estádio febril. Dispam-se de todas as inibições e enfrentem um dos mais excitantes discos do ano.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Review: ⚡ L'Ira Del Baccano - 'Paradox Hourglass’ (2017) ⚡

Da capital italiana chega-nos ‘Paradox Hourglass’, o novo álbum de estúdio do quarteto romano L’Ira Del Baccano. Este seu novo álbum encerra uma dinâmica, envolvente e deslumbrante mistura sonora de onde sobressaem um monolítico, obscuro e inquisidor Doom de essência Sabbath’ica, um requintado, delirante e ensolarado Psych Rock de aura Floyd’eana e ainda um hipnótico, dançante e viajante Prog Rock setentista que nos remete para as exuberantes digressões espaciais de Hawkwind. Toda esta fusão de géneros musicais – que se complementam de forma sedutora e harmoniosa – resulta numa sonoridade orgânica e imensamente estimulante que nos propulsiona na direcção das estrelas. Lançado no passado dia 14 de Abril em formato digital através do seu Bandcamp oficial e nos formatos físicos de CD e vinil pela mão do selo discográfico Subsound Records, este ‘Paradox Hourglass’ conquistara-me à primeira audição. A nossa alma é veiculada pelas artérias cósmicas que se serpenteiam de encontro ao encantamento celestial. Inalem toda esta etérea poeira estelar ao emocionante som de duas guitarras siderais que se galanteiam e namoram em agradáveis, mélicos e inebriantes riffs e se desenlaçam e transcendem em incríveis, vertiginosos e uivantes solos, um baixo sussurrante – detidamente entregue a linhas contemplativas, torneadas e oscilantes – que flutua graciosamente pela paradisíaca atmosfera de ‘Paradox Hourglass’, e uma bateria entusiástica que se perde e encontra nas suas inventivas e mirabolantes acrobacias temperadas a tecnicidade e sentimento. O primoroso, preclaro e luxuoso artwork que brilhantemente embeleza este novo disco de L’Ira Del Baccano é da autoria do ilustrador italiano Fabio Listrani com o qual a banda romana vê amadurecer o vinculo. ‘Paradox Hourglass’ é um álbum majestoso que nos mantém a ele ancorados do primeiro ao derradeiro tema. Diluam a vossa lucidez na nebulosidade espacial de ‘Paradox Hourglass’ e sejam testemunhas privadas de uma das mais admiráveis e extasiantes erupções consciências da vossa existência.

Lemmy Kilmister | Hawkwind